Correlação aproximada entre as principais escalas utilizadas na indústria metalmecânica (Base: Aço Carbono não-austenítico).
| Rockwell C (HRC) | Vickers (HV) | Brinell (HB) | Resist. Tração (aprox. MPa) |
|---|---|---|---|
| 68 | 940 | - | - |
| 65 | 832 | 739 | - |
| 60 | 697 | 654 | 2350 |
| 55 | 595 | 560 | 2040 |
| 50 | 513 | 481 | 1700 |
| 45 | 446 | 421 | 1480 |
| 40 | 392 | 371 | 1290 |
| 35 | 345 | 327 | 1120 |
| 30 | 302 | 286 | 980 |
| 25 | 266 | 253 | 870 |
| 20 | 238 | 226 | 770 |
O método mais comum de teste rápido em chão de fábrica.
| Escala | Penetrador | Carga (kgf) | Aplicações Típicas |
|---|---|---|---|
| HRC | Cone Diamante 120º | 150 | Aços temperados, facas, ferramentas de corte, moldes. |
| HRB | Esfera Aço 1/16" | 100 | Aços moles, ligas de alumínio, latão, bronze. |
| HRA | Cone Diamante 120º | 60 | Metal duro (Widia), carbonetos cementados, chapas finas. |
Ideal para materiais com estrutura interna heterogênea (fundidos e forjados).
| Material | Dureza HB (Aprox.) |
|---|---|
| Ferro Fundido Branco | 450 - 600 HB |
| Aço Ferramenta (Recozido) | 200 - 250 HB |
| Ferro Fundido Cinzento | 180 - 300 HB |
| Aço Inoxidável (Austenítico) | 160 - 190 HB |
| Aço Carbono (1020) | 110 - 150 HB |
| Alumínio e Ligas | 40 - 100 HB |
Utilizada para borrachas, plásticos e rolos de contato de lixadeiras.
| Escala | Tipo de Material | Exemplos Práticos |
|---|---|---|
| Shore A | Elastômeros Moles | Borrachas macias, Rolos de tração (30-90 A), Pneus. |
| Shore D | Plásticos Rígidos | Capacetes, Rodízios de Nylon, Tubos de PVC (50-85 D). |
| Shore 00 | Espumas / Géis | Espumas de selim de bicicleta, palmilhas de gel. |
Digite um valor em qualquer um dos campos abaixo. As outras escalas serão atualizadas instantaneamente.
(Matriz calibrada para aços não austeníticos padrão conforme ASTM E140).
No início do século XIX, a identificação de minerais era um processo caótico e inconsistente. Os mineralogistas dependiam de uma variedade de testes químicos e físicos complexos que eram difíceis de realizar em campo. Foi nesse cenário que Carl Friedrich Christian Mohs (1773-1839), um mineralogista alemão, procurou uma solução mais prática.
A motivação de Mohs era simples: ele precisava de um método rápido, barato e portátil para organizar e identificar minerais com base em uma de suas propriedades fundamentais. Ele observou que alguns minerais podiam consistentemente riscar outros, enquanto eram riscados por terceiros. Em 1820, ele formalizou essa observação naquilo que hoje conhecemos como a Escala de Mohs de Dureza Mineral.
A Escala de Mohs é puramente ordinal. Isso significa que ela classifica os minerais em ordem, do mais macio (1) ao mais duro (10), mas não informa *o quanto* um é mais duro que o outro. O princípio é o "teste do risco": um mineral de maior número na escala sempre riscará um mineral de número inferior.
O mineral natural mais duro. Risca todos os outros.
Usado em lixas e abrasivos.
Mineral muito comum, presente na areia.
Risca o vidro comum.
Pode ser riscado por uma faca de aço.
Pode ser riscado por uma moeda de cobre.
Pode ser riscado pela unha.
O mineral mais macio. Facilmente riscado.
A escala de Mohs é simples, mas não é linear. A diferença de dureza "real" (medida em escalas como Knoop ou Vickers) entre os minerais não é constante.
A diferença de dureza absoluta entre o Coríndon (9) e o Diamante (10) é várias vezes maior do que a diferença entre o Talco (1) e o Coríndon (9) somados! Materiais modernos como o Carbeto de Silício são superabrasivos justamente por se aproximarem da dureza do Coríndon.